ANDRÉA PAES - FOTÓGRAFA

TÁ NO LIVINROOM...OU NÃO...

Vou relatar a vocês uma noite de apagão em minha casa. O certo seria o Rod escrever, porque ele que passou isso com o Shubby e o Zeus. Eu estava trabalhando.

 

Antes tenho de informar que o Zeus está estressado demais da conta. Ficamos uma semana fora do Rio, e o deixamos na casa de minha mãe, um sítio, com mais 5 gatos/as e 3 cães poodle. Ele fugiu 2x. Abriu a janela do quarto onde o prenderam. Não me perguntem como. Minha mãe, e mais alguns amigos o procuraram durante umas 3h. Meu padrasto já tinha idéia do que fazer pra me acalmar. Disse à minha mãe:

 

- Pegamos o Garibaldo (um gato listrado deles), pintamos de preto e devolvemos pra Déia.

 

Mas Zeus apareceu. Miava que nem louco. Era seu primeiro dia na casa da vovó e já tinha história pra contar. Contou a noite inteira. E durante todos os 7 dias que ficou lá. Foi o que fez: MIOU MUITO! E fugiu também. E saiu na porrada com o Garibaldo, o chefe felino da casa. Eu ligava pra lá e minha mãe dava notícias:

 

- Zeus tá trancado no quarto. Zé (meu padrasto) já passeou com ele, vimos TV, demos comidinha, fígado... Mas ele continua miando demais! Na verdade é um grito! Todos os gatos e cachorros estão na porta esperando ele sair! (ahahahah... imaginei a cena!)

 

Bem... isso é só pra vocês saberem como o Zeus mudou seu comportamento. Nós o buscamos, e ele veio no carro sem cagar! Incrível! Será que ele venceu o medo de carro? Ou foi cansaço? Se bem que.., ele peidou bastante! E, acreditem! Fede do mesmo jeito.

 

Voltando ao tema, eu saí e Rod ficou com o Zeus e o Shubby. Por causa dos miados noturnos que aumentaram muito – hoje não é mais a frase “abre pra porra do gato” e sim, “vou matar esse gato” – o Rod ficou meio com medo do Zeus arranhá-lo. Ele acha que o Zeus tá com raiva dele. Afinal, larguei o Zeus pra ir com o Rod pra outras bandas...

 

E estava euzinha lá no evento, fotografando e tal... e meu celular vibrando que nem doido! Num intervalo de clicks, liguei:

 

- Que houve, Rod? Emergência?

- Não! É que faltou luz!

- Cacete! Falta luz e você me liga por quê?

- É que faltou luz em todo o bairro, tudo escuro, e não sei se vai dar pra te buscar...

- Agora num é hora...

 

Desliguei xingando por ter tido essa conversa totalmente sem senso! Mas... ao chegar... e cheguei de carona. Rod nem saiu de casa.

 

Conta ele que faltou luz. Apagão geral! O Rod estava deitado no sofá da sala. Nada de voltar a luz. A coisa demorou tanto que os vizinhos gritavam nas nas janelas, conversando sobre a abrangência da negritude:

 

_ Você viu, menina, até a linha amarela tá apagada!

_ Droga. Minha máquina parou no meio do enxágüe.

_ E a novela? Juvenal sobreviveu?

 

 Dois picos de luz. Havia uma festa de niver aqui perto. Foi um tal de “eeeeeeeehhhhhhhh” “aaaaaaaaahhhh” “uuuuuuuuuuuhhhhh” ...

E tudo preto. O Zeus é preto. Rod na sala. Nada de luz. Ele morrendo de vontade de fazer xixi. No corredor, pisa em algo macio e que mia!

 

_ Miaaaaaaaaaaaaaaaaaaaauuuuuuuuuoooooooooooouuuuuuuuuoooooooo!

_ Ai, merda!

 

(nota: Tadinho do Zeus. 100kg em cima dele! E nem se sabe onde foi o pisão!)

 

E quem disse que o Rod tentou transitar até o banheiro de novo? E o medo de levar unhada? Ah... não contei. Ele tá que nem camarão! Só de se mexer, dói! Imagine tomar unhada na queimadura? (ffffffffffssssss). E ficou o pobrezinho (do Rod) se espremendo até a luz voltar.

 

_ Ah, Mô... que isso... com medo do Zeus? Ele não vai te arranhar...

_ É porque você não ouviu ele miar. Eu ouvi um “piiiiiiisaaaaaaaa de noooovooooooooooo, FDP!”

-----------------------------------------------------------

Escrevi esse texto logo depois do reveillón. Por isso os longos dias longe do meu pobre bichano... rs

Breve, notícias do cálice sagrado... hehe


16/02/2008

O trauma de uma guerra esquecida: a história de uma foto premiada
A imagem de Tim Hetherington de um soldado americano cansado no Afeganistão venceu o Prêmio World Press de foto do ano de 2007. Em um conversa com o Spiegel Online, o fotógrafo revela as circunstâncias dramáticas por trás da fotografia -e o trauma de uma guerra esquecida

Marc Pitzke
Em Nova York




Repórteres de guerra vivem perigosamente. Essa obviedade finalmente atingiu Tim Hetherington em outubro do ano passado, no vale de Korangal, apelidado de "vale da morte" pelas tropas americanas no Afeganistão.

Era a terceira temporada de Hetherington com as forças americanas no local. O fotógrafo britânico estava novamente viajando com o 2º Pelotão da Companhia de Batalha, parte do 2º Batalhão, 503º Regimento de Infantaria. Um dia, em meio ao caos e mutilações de uma operação de combate com insurgentes, Hetherington caiu e quebrou a fíbula. Teve que ser retirado de helicóptero.

"Poderia ter sido pior, eu poderia ter morrido", disse Hetherington, 38.

Mesmo assim, foi uma fratura complicada que o deixou de muletas por meses. Lentamente, ele aprendeu a andar novamente. Até hoje, o londrino ainda recebe tratamento médico em Nova York, no Centro Médico da Universidade de Columbia.

Em abril, ele pretende voltar ao Afeganistão, e reunir-se com o 2º Pelotão.

Ele quer voltar para acabar de contar a história dos soldados daquele pelotão -porque a história ainda não acabou. "Sou dedicado a esse projeto", diz Hetherington. "Vou continuar até que algum resultado seja alcançado."

É uma história que, ao menos em parte, recentemente voltou à consciência mundial. A fotografia de Hetherington de um soldado jovem, cansado, desesperado do 2º Pelotão, tirada em uma excursão anterior ao Afeganistão, foi recentemente nomeada Foto do Ano de 2007 pela World Press. "Essa imagem representa a exaustão de um homem -e a exaustão de uma nação", disse o presidente do júri Gary Knight.

O mais perto possível
Mais interessante do que elogios do júri são as circunstâncias dramáticas do retrato, que eram desconhecidas até agora. Em conversa com o Spiegel Online, Hetherington revelou a história do retrato de 16 de setembro de 2007 -e o trauma de uma guerra em grande parte esquecida, ao menos nos EUA.

O que Hetherington não revela, entretanto, é o nome do soldado na foto, pois ele ainda está na linha de frente no Afeganistão, um combatente anônimo de uma causa que atrai pouca atenção em casa. Quem sabe como o jovem se sente por ser inconscientemente um novo símbolo anti-guerra? "Se quiser que divulguemos seu nome, o tornarei público", diz Hetherington. "Mas não ouvi notícia dele ainda."

O retrato fazia parte de uma encomenda para a "Vanity Fair", revista mensal conhecida por sua opulência. Hetherington tinha estado no Afeganistão antes, em 2001. Ele voltou para acompanhar o 2º Pelotão junto com o jornalista famoso Sebastian Junger, autor de "The Perfect Storm", que algumas vezes é descrito como o novo Hemingway.

Tudo começou como uma tarefa simples, diz Hetherington, "para ajudar a pagar as contas e coisas assim". Logo, passou a ser muito mais.

Hetherington e Junger alojaram-se com o 2º Pelotão e assim praticamente tornaram-se membros da unidade -apesar de serem civis sem treinamento militar. Sem problemas, diz Hetherington, apesar de não se considerar fotógrafo de guerra: "Eu sei como é. É meu papel."

Alguns repórteres evitam a proximidade com os soldados, por temerem a perda da distância e da objetividade. Hetherington, entretanto, gosta: "Procuro estar no meio deles". Ele quer estar o mais perto possível dos soldados, para criar "retratos íntimos", que parece ser a única forma atualmente "de engajar o público americano".

Foi o mesmo método usado com sucesso em séries de fotos anteriores, quando ele retratou o rastro da tsunami de 2004 na Ásia, a guerra civil na Libéria e Nova York após 11 de setembro.

"O ambiente escureceu"
O 2º Pelotão, que na época tinha 20 homens, é considerado a ponta de lança das forças americanas no vale Korangal, a parte mais perigosa do Nordeste do Afeganistão. Sua missão é manter e expandir o controle americano e cortar as frentes de combatentes do Taleban, insurgentes e células da Al Qaeda, impedindo-os de alcançar a capital Cabul. Alguns acreditam que Osama Bin Laden está escondido nessa região.

Sob freqüente fogo inimigo, os homens construíram um abrigo, com vista para parte do vale. Um alojamento tosco feito de terra e pedra "talvez com 20 metros por 40", diz Hetherington. Eles chamaram-no de "Restrepo", nome do médico Juan Restrepo, de 20 anos, que tinha sido morto em uma emboscada em julho.

O dia 16 de setembro de 2007 era um domingo. "Um dia de luta bastante intensa", lembra-se Hetherington. Eles tinham acabado de ser informados por operações militares de escuta que o inimigo tinha trazido 20 granadas para o vale, junto com foguetes de 107 mm e três coletes suicidas. As forças americanas estavam sob fogo constante; um dos soldados quebrou a perna e teve que receber morfina.

"Sentíamos como se fossemos alvos", diz Hetherington. "O ambiente no acampamento escureceu."

Hetherington entrou em "piloto automático", diz ele. Sempre faz isso quando se encontra em situação difícil, ameaçado ou temendo por sua vida. "Concentro-me totalmente no meu trabalho. Como uma máquina. Os soldados fazem o mesmo. Isso tira sua mente das coisas." Do medo, da dor, da impotência -ao menos por um tempo.

Eles mal dormiram naquela noite. Todos se reuniram no abrigo, contra a parede de terra "longe da outra parede por onde eles poderiam vir", diz Hetherington, referindo-se ao inimigo.

Foi nessa hora mais escura que Hetherington tirou a foto que tocou o mundo. Um jovem soldado, encostado contra a parede de terra, sem capacete, de braços sujos. Ele tira o suor da testa, olhando diretamente para a câmera, olhos turvos, boca aberta -em parte chocado, em parte cansado, em parte desesperado. Ele tem uma grande aliança na mão esquerda.

A imagem é sombria, embaçada, sem contraste. Alguns criticaram isso, argumentando que uma foto assim "não deveria vencer", diz Hetherington. Mas ela captura o momento perfeitamente e funciona em dois níveis: dá a quem vê uma sensação do que aconteceu naquele momento e, ao mesmo tempo, tem um significado simbólico eterno.

"Preciso voltar"
Hetherington tirou muitas outras fotos no Afeganistão. Algumas foram publicadas na edição de janeiro de "Vanity Fair", outras podem ser vistas em seu site pessoal.

Entre elas, há retratos quase idílicos dos soldados como crianças. O tenente Matt Piosa, 24, líder do Pelotão, parece um menino de escola ousado. O sargento Kevin Rice, 27, olha diretamente para a câmera, cheio de dúvidas. Pouco depois, Rice foi criticamente ferido -um momento estarrecedor que Hetherington capturou em vídeo para a ABC News. No vídeo, outro soldado é visto caindo no choro.

Só dá para ficar em piloto automático por um tempo limitado. "Eventualmente, as coisas te atingem", diz Hetherington. "E aí saem de formas randômicas". Algumas vezes até hoje.

Ele nunca perseguiu o prêmio, de fato. O que queria fazer com as fotos era contar a história dos homens do 2º Pelotão. "É uma história terrível", diz Hetherington. "Mas é forte. Eles colocam suas vidas em risco", o que dá ao prêmio maior significado, além dos 10.000 euros que vem com ele: "É uma grande honra vencer o prêmio."

O júri selecionou a foto de Hetherington entre 80.536 inscritas. A cerimônia de premiação está marcada para 27 de abril de 2008 em Amsterdã. Depois, uma exibição dos 59 premiados vai viajar para 100 locais em torno do mundo.

Nessa altura, Hetherington espera estar de volta ao Afeganistão, ao 2º Pelotão. Assim que estiver "de pé e correndo", quer voltar, junto com Junger, que já foi para outra temporada no mês passado.

Ele sente como se não tivesse escolha: "Tenho que voltar."

Gato tira mais de 200 fotografias em passeio

A alemã Ramona Markstein deciciu colocar uma câmera fotográfica no pescoço do seu gato para ver que imagens o bichinho produziria. A máquina tira fotos automaticamente a cada 15 segundos durante 1 hora.

A câmera de 1,3 megapixel à prova d'água foi instalada em setembro de 2007 na coleira de Fritz como um teste. Nas primeiras duas tentativas, nada ocorreu. Primeiro o cartão de memória estava vazio e, na segunda, os donos esqueceram-se de carregar a bateria.

A surpresa veio na terceira tentativa, cerca de 200 imagens foram retiradas da máquina após um longo passeio dado pelo animal.

As melhores fotos "criadas" por Fritz podem ser encontradas no site www.katz23.de (em alemão).

===========================

Vou jájá encomendar uma dessas pra colocar no Zeus! :)))))))


Para a Twil N Take funcionar, basta rolá-la sobre uma superfície.

Dínamo gera carga para tirar uma foto em até 40 segundos.

Do G1, no Rio, com informações da Reuters

Esta é a primeira câmera digital do mundo que não usa bateria.

Para a Twil N Take, da Sony, funcionar, basta rolá-la sobre uma superfície. O dínamo vai gerar 'carga' suficiente para tirar uma foto em até 40 segundos. A resolução é de 3 mega-pixel.

A apresentação da novidade aconteceu na quinta-feira (13) em Tóquio, em uma feira de produtos ecologicamente corretos. A Sony não revelou o preço nem o início das vendas. (Fotos: AFP/ Yoshikazu Tsuno)
--------------------------------------------------------
Adoro essas novidades!!! :


Quem detém os direitos pelas imagens, afinal?

O público deita e rola com câmeras, mas fotógrafos profissionais sofrem restrições

Lauro Lisboa Garcia



Uma das cenas mais curiosas na área VIP do show do Police era um simpático moleque de uns 8 anos empoleirado no ombro do pai cantando com toda a força dos pulmões letras inteiras de Message in a Bottle, Don''''t Stand so Close to Me e outras. Daria uma bela imagem para ser publicada, mas os fotógrafos credenciados foram impedidos de fazer qualquer registro do público dentro do estádio. Um contra-senso ridículo na era do YouTube, das câmeras digitais de bolso, dos celulares capazes de captar imagens de alta resolução.

Aos profissionais, confinados na sala de imprensa, só foi permitido registrar as duas primeiras músicas do Police. Depois deveriam sair do estádio. Enquanto o moleque se esgoelava no final de Syncronicity II, os fotógrafos já eram retirados da área na frente do palco. Um deles, na lateral, tentou um último clique na direção de Andy Summers e Sting, mas foi impedido pela mãozona do segurança na frente da lente. Na cara desse mesmo segurança, um dos convidados VIPs tirou da bolsa uma câmera semiprofissional, com lente dotada de zoom que dava pra ver os pés-de-galinha do cantor. Outro VIP com câmera de vídeo igualmente poderosa registrava músicas inteiras da banda. Nenhuma câmera de tevê teve permissão de gravar o show, por ser de exclusividade da Globo.

Quando o Police esteve no Maracanãzinho em 1982, nem se sonhava com telefone celular no Brasil. Oi, alô, a realidade hoje, claro, é outra. Não se ganha mais dinheiro com vendas de discos, da mesma maneira como está fora de controle os direitos pela imagem. Antigamente, como eram poucos, os que levavam câmeras para os shows não passavam na revista e tinham de deixá-las na entrada.

Na sala de imprensa, um dos fotógrafos profissionais comentou: ''''Os VIPs vão ter imagens muito melhores do que as nossas, porque além de terem recuo melhor vão poder ficar o show inteiro com suas maquininhas.'''' Episódios como esses vêm se repetindo. No show de Cat Power no TIM Festival, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, um fotógrafo tentou fazer uma imagem além do limite permitido (as tais das duas primeiras músicas) e quase apanhou de um segurança da cantora. Dois minutos depois ela chamou o público para mais perto do palco e o que se viu foi todo mundo levantar automaticamente as câmeras digitais e celulares, com 8, 10 megapixels. Uma piada. Qualquer um deles poderia vender as fotos para revistas ou jornais interessados.

Seja decisão ''''da produção internacional'''' - como consta no relatório da assessoria de imprensa do Police para confirmação do credenciamento -, ou por norma das casas de shows, o aviso ''''é proibido fotografar ou filmar sem prévia autorização'''' caiu no vazio. O público descaradamente ignora.

A democratização da imagem por esses meios é discutível, mas supostamente não traria maior prejuízo para os artistas do que a pirataria de CDs. Sting não vai ficar pobre por causa de uns pedaços de shows exibidos na internet. Vai lá no YouTube. Já tem um monte de cenas do show de anteontem no Maracanã, captadas pelo público, além das imagens gravadas da transmissão pelo canal Multishow. Da apresentação do Police na Argentina há 29 vídeos. Como brincou um fotógrafo, fazendo o trocadilho mais óbvio e repetido nos últimos dias, polícia para quem precisa.

Blog EntryELE RESSUSCITOU!Oct 3, '07 9:39 AM
for everyone

http://www.livinrooom.com

 

Então, pessoal, essa edição está caprichadíssima! Em Ponto de Fuga, Bárbara Cunha nos presenteia com um texto inusitado e hilariante – vale a pena conferir! Carla Coutinho narra um caso de entupimento por motivo maior em A Loira do Banheiro. Dona Anja conta mais um de seus causos, dessa vez correndo atrás de um flamingo, em Bedelho. Outsider, com seu jeito todo lógico de sempre, desconstrói horóscopos e similares em Desconstrução. Em Papo Cueca, Renato Cabral, o excelentíssimo Ruminante, nos dá novamente o ar da graça com um texto maravilhoso sobre os percalços de ser um bom amante nos dias de hoje. Em Tricô tem um conto de uma doida aí sobre neuroses femininas. Esporádicos traz uma crônica de Regina Nadaes e suas observações de viagem. O Bonequinho de Luxo mostra o dicionário da luxúria, A Nega não Regula fala sobre... sei lá, é tanta coisa que nem dá pra resumir! E por fim, mas não menos importante, Assim Morreu o Aurélio conta com um artigo-desabafo sobre a superficialidade padrão do comportamento humano atual. (ui!) Diz aí, dá pra perder? Corre lá, leia e me diga o que achou! Abraços, pessoal!

 

Esse é o editorial que está no ar... A Livinha esqueceu de mencionar o Cinema Noiar, que nesta edição traz duas resenhas (minha e da Livinha) sobre De Repente 30! E se você acha que já leu tudo o que poderia ler sobre esse filme, pense de novo!...rs


E como sempre dou meu pitaco, pq sou muito metida mesmo, leiam Assim Morreu o Aurélio


A Livia arrasoooooooooooouuuuuuuuuu!! Fez o Aurélio ressuscitar! Lavou a égua! É pra ler, imprimir e colar na agenda!

O que vc está esperando? Vai lá conferir! E depois me conta tudo o que achou!

“Tenta sim. Vai ficar lindo.”

Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.

- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- ...é... é, isso.

Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.


Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.


O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.

Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta”. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.

- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.

Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu tuin peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.

- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.

- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Queria comprar o domínio preserveasbucetaspeludas.com.br. Queria tudo.
Menos namorar.

(sim, este é o texto original)
http://redatorasdemerda.blogspot.com/2007/05/torturas-modernas.html

Achei genial, e vale a visita, pois há outros textos fantásticos!

Blog EntryETERNO...May 15, '07 11:12 AM
for everyone
 
 

Eterno


 

Neste poema, assim como em vários outros textos de Drummond, fica patente sua "filiação" a Machado de Assis.

O diálogo jocoso de Yayá Lindinha foi retirado de um delicioso conto do autor de Dom Casmurro também chamado "Eterno!". Para ler esse conto, clique no link abaixo:
"Eterno!", de Machado de Assis

O bruxo de Itabira é filho ideológico do bruxo do Cosme Velho.

                         •
A outra citação em itálico (Le silence éternel de ces espaces infinis m'effraie
algo como "O silêncio eterno desses espaços infinitos me apavora") é uma frase famosa do pensador francês Blaise Pascal (1623-1662).

                        •
O público brasileiro parece confirmar e admirar o parentesco ideológico entre Machado de Assis e Drummond.

Durante o ano de 1999, a revista IstoÉ promoveu uma eleição dos grandes  brasileiros do século 20 em diversas áreas. A revista indicava 30 jurados que, por sua vez, indicavam 30 nomes, dos quais o público elegia 20. Na categoria Literatura, Machado de Assis ficou em primeiro lugar. O segundo coube a Drummond. Votos impecáveis.

 

E como ficou chato ser moderno.
Agora serei eterno.

Eterno! Eterno!
O Padre Eterno,
a vida eterna,
o fogo eterno.

(Le silence éternel de ces espaces infinis m'effraie.)

O que é eterno, Yayá Lindinha?
Ingrato! é o amor que te tenho.

Eternalidade eternite eternaltivamente
                   eternuávamos
                           eternissíssimo
A cada instante se criam novas categorias do eterno.

Eterna é a flor que se fana
se soube florir
é o menino recém-nascido
antes que lhe dêem nome
e lhe comuniquem o sentimento do efêmero
é o gesto de enlaçar e beijar
na visita do amor às almas
eterno é tudo aquilo que vive uma fração de segundo
mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma
                                                [força o resgata
é minha mãe em mim que a estou pensando
de tanto que a perdi de não pensá-la
é o que se pensa em nós se estamos loucos
é tudo que passou, porque passou
é tudo que não passa, pois não houve
eternas as palavras, eternos os pensamentos; e
                                                [passageiras as obras.
Eterno, mas até quando? é esse marulho em nós de um
                                                [mar profundo.
Naufragamos sem praia; e na solidão dos botos
                                                [afundamos.
É tentação a vertigem; e também a pirueta dos ébrios.
Eternos! Eternos, miseravelmente.
O relógio no pulso é nosso confidente.

Mas eu não quero ser senão eterno.
Que os séculos apodreçam e não reste mais do que uma
                                               [essência
ou nem isso.
E que eu desapareça mas fique este chão varrido onde
                                               [pousou uma sombra
e que não fique o chão nem fique a sombra
mas que a precisão urgente de ser eterno bóie como uma
                                               [esponja no caos
e entre oceanos de nada
gere um ritmo.

retirado do site:http://www.avepalavra.kit.net/drummond/drummond13.htm

Blog EntryMISS TPM - 005Jan 25, '07 10:47 AM
for everyone

TUDO PRESENTE MIXURUCA

 

 

E  lá vem mais um natal! Como não sou católica, a data me remete a outras histórias e formas de comemoração. Até porque a data festiva é de origem pagã. Mas não vou entrar nesse assunto agora, pois aqui não é lista de discussão... J

 

Pra entrar em harmonia com o mundo, vou aderir ao costume social, democrático e capitalista atual: minha lista de presentes!  Tudo presente mixuruca. Mas são coisas perecíveis por... se bobear... hum... Duram 1 semana:

 

- um par de chinelos – o meu cãozinho do Tibet comeu todos os que eu tinha!

 

- um jogo de cama de casal – entre xixizadas caninas e lavadas brastemp, um dia deu uma ventania e levou tudo do varal! Sério! É aquele dia de Murphy, que sempre pode ser pior, né? Acho que fiz um morador de rua feliz! (e ele nem vai reparar no algodão egípcio...)

 

- um par de sandálias de couro – nessa, quase mandei o cãozinho de volta pro Tibet. A sandalinha linda, novinha e o pestinha mastigou as tirinhas em segundos. O Rod que me consolou... Ah... o Rod sabe consolar...

 

- Canetas! Não tenho conta de quantas foram transformadas em pó. Não preciso apontar o culpado, né?

 

- Caixas de papelão – essa é pro Zeus. Vou fazer um estoque. Ele adora dormir e brincar em caixas de papelão. Mas o Shubby acha que é banheiro... tadinho...

 

- alguns pares de meias soquetes – alguém sabe dizer onde os cães enfiam nossas meias? Agora só tenho pés esquerdos! Ou direitos?

 

- tapetes de banheiro – esse é vítima da quadrilha: crianças e Rod ensopam, Zeus desfia e o Conam termina o serviço dando uma regada e adubada em cima!

 

Viram? Tudo facinho facinho de encontrar. Nada de bater perna nem cansar os pezinhos em shoppings lotados de gente barulhenta e papais noéis suados e fedorentos naquelas roupas de inverno em pleno verão tropical. Falando em papai noel, existem as famosas fotos com ele nos shoppings, né? (risos)O meu filho, o Rick, tinha 3 anos e o pai e a avó insistiram! Vocês têm de ver a foto! (gargalhadas) O Rick sempre foi sincero e não queria fotografar. Ele gritava: “Tá fedendo! Tá fedendo!” (e eu rolando de rir e vermelha de vergonha)

 

Então, pra quem curte, um bom e feliz Natal. E, do fundo do meu coração, eu acho que o que é importante mesmo, é que vocês estejam junto de suas famílias,  amigos e que estejam todos saudáveis e felizes.

 

Que consigam montar sua árvore de Natal em paz! Porque aqui em casa, em prol de minha caçula, eu bem que tentei! Acho que vou contiuar tentando. Só assim, perco uns 5 kilinhos de tanto correr atrás das bolinhas douradas que meus filhotes derrubam da árvore. Ainda não consegui desenrolar o... - sei lá  nome daquela corrente verde espetadinha de enroscar na árvore –  troço verde dos pêlos do Shubby. Ele corre pela casa todo verdinho e espetado e o Zeus atrás... é lindo! Principalmente quando as luzinhas piscantes insistem em seguí-los. Até a árvore de 1 metro de altura resolveu ir atrás. A Pâmela cai na gargalhada e grita: “MONTA DE NOVO, MÃE!”.

 

OS: se minha editora permitir, preciso de ajuda: Algum veterinário de plantão? Acho que meu cachorro engoliu um papai noel! É que acabei de achar o trenó vazio.

 

-----------------------------------------------------

 

Texto publicado na 10a edição do LIVINROOOM

 

http://www.livinrooom.com

 

Foto by me. É durante a ceia de natal na casa do Rod. Vejam o Shubby esperando ser servido. Isso que é cão educado do Tibet! Nem parece o Conan Destruidor! :))


Blog EntryMISS TPM - 004Dec 12, '06 12:46 PM
for everyone

TENHA PACIÊNCIA, MAMÃE!

 

Tem tanta pedra no meu feijão, que dá pra construir um castelo!

 

Vocês mulheres já pediram ao seu namorado/marido/namorido pra fazer algo que precisavam fazer mas não dava pra se dividir em 3 ou 4? Tipo... ir ao supermercado!? Pois é... Pedi ao meu namorido pra comprar umas coisinhas enquanto eu arrumava nosso lar doce lar. O resultado é a primeira frase deste que vos escrevo!  Ah.... mas foi tão fofo o meu amor indo ao supermercado, quando na verdade ele ODEIA fazer isso! É... e o sabão em pó? Ele lá sabia que existe caixa de ½ kg e 1kg? Trouxe o ½ kg, óbvio!

 

Teve um dia que pedi pra ele pegar uma tupperware (nunca sei como escreve essa coisa) na geladeira, e ele:

- oque??

- tapauérrrrrrrr (a gente fala assim, né?)

- cumékié?

- amor, essa vasilhinha de tampa vermelha, na segunda prateleira.

- ah! Isso??? Po... isso pra mim tem outro nome... vcs mulheres complicam!

- que nome?

- ué... POTINHO!

 

Ou seja, até nome pras coisas a gente tem de mudar pra eles poderem entender!

 

(Pausa... alguém ta precisando de pedrinhas pra jogar Bingo? É só falar comigo, ok? Acho que vou pegar mais feijão...)

 

O amor de a minha vida adooooooooora cozinhar! E odeia lavar a louça. Eu amo a comida que ele faz! Ele cozinha maravilhosamente bem! E eu odeio lavar a louça... e as paredes, e a pia, e o fogão, e o gato, e o cachorro, e o piso, e a roupa que estava lavada no varal,  que ele consegue deixar sujos e cheirando a comida depois de um belo almoço! Assim, fico na dúvida eterna se deixo ele cozinhar, ou peço uma pizza!

 

Vocês acham que estou exagerando? Ele destruiu meu coadorzinho de plástico usado pra coar polpa de fruta! Ele meteu o pobrezinho dento do óleo fervente pra colher uns restinhos do empanado que estavam boiando! Podem me dizer pra que ele precisa de 3 panelas pra fazer um simples risoto? Cada vez que ele vai virar o bife, ele pega um garfo novo. São 4 pratos sujos depois de uma bifarada!

 

Um belo sábado e lá fui eu fotografar durante o dia – ossos do ofício. Ele ficou com as crianças. Alo-ou! Vocês leram bem? O meu lindão com 2 crianças, mais o Conan do Tibet e o Zeus! (pausa... pra vcs entenderem o que isso significa)

 

 É, minha gente... Quando cheguei, o Zeus me olhou com aquela cara: “Não fui eu!”

 

Fechei os olhos.

 

Abri.

 

É... é melhor deixar fechados. E assim fui pro quarto, tomei banho e fui encarar o efeito do furação...!

 

OW MYYYY GOOOOOOOD! (quando digo isso é pq a coisa é feia mesmo!) Mas a exclamação que usei não foi essa e é impublicável. Amigos... fui ao inferno e voltei! Não! Não voltei! Estou no inferno!!! Não havia um único espaço vazio na pia da cozinha. E olha que ela tem 2,5 metros!!!! Tinha louça ali que não via desde 3 Reveillóns atrás!

 

O Zeus me olhando: “Mãe, só quero água no cálice... só isso!”

E a cara do Shubbynho, genteeeeeeee??? Ele tava que nem pinto no lixo!!!! “Aí, mãe, fiz a festa... auauauau!!”

 

Depois da conferida no barraco (é, parecia um desses de favela, abandonado), com muitas exclamações impublicáveis, fui dormir. Deixei a faxina pro dia seguinte sim, porque eu não mereço isso às 10 da noite. Mas tenho que contar pra vocês que após faxinar tudo, e meu amorzinho ajudou, um casal de amigos veio almoçar conosco. Adivinhem?? Risoto de camarão e belos filés de cação! O bom é que amigo que é amigo bota a mão na massa, né? Porque 2 faxinas no mesmo dia e eu me internaria! Ainda mais com cheiro de frutos do mar pela casa toda...

---------------------------------------------

Texto publicado na 8a edição do LIVINROOOM

 

http://www.livinrooom.com <<<----CLIQUE! E visite a 9a edição do Livinrooom, que entrou no ar hoje!!!!

 

Foto by me. É o Rod... com aquela expressão hilária de sempre! ahahahaha

 


Blog EntryMISS TPM - 003Dec 5, '06 7:17 PM
for everyone

Tudo Pode piorar... Mesmo!!!!

 

 

Já ouviu falar sobre a Lei de Murph?  Quando tudo está ruim, acredite: pode piorar sim! Mas não se preocupe. Não há mal que perdure e nem bem que dure para sempre. No máximo, tome um calmante. Amanhã estará tudo igual, mas pelo menos, você dormiu um pouco, e estará calminho, calminho...

 

Há também o jeitinho brasileiro de encarar as marés ruins da vida . Rindo delas. Fazendo piada de tudo de ruim que nos acontece.

 

Um amigo meu vive pedindo dinheiro emprestado, porque uma aposentadoria de 500 reais... num dá, né? E foi um amigo dele depositar umas 50 pratas. O banco comeu 6 reais em taxas. Sem poder sacar 44 reais, ficou ele com 40. E passa-se a semana.  Ele me conta rindo, e muito, como foi essa fatídica semana. Esse cara é um exemplo de que podemos sobreviver a qualquer coisa.

 

Chegou o dia do último ovo. Ele não compra em dúzia, compra em unidade. E tá lá o pedacinho de caldo de carne(só caldo, carne de verdade é luxo!) com as últimas batatinhas ensopadinhas e ele foi quebrar o ovo dentro do ensopadinho pra fazer “pochê”. Adivinha? Ovo podre! Nada de ovo nem ensopadinho.

 

Certo. Ele não se rendeu. Riu da desgraça e foi matar a fome de outro jeito. Pegou um resto de pão duro e foi fazer umas torradas. Mas ele estava tão no automático(a fome é negra!), que besuntou o pão e a fôrma de manteiga, guardou o pão na geladeira e levou o pote de manteiga no forno!!!! E foi lavar roupa (no tanque, claro!). Quando foi ver, o forno estava em chamas. Ele gastou os últimos 3 rolos de papel higiênico pra enxugar toda a manteiga espalhada no fogão. É... desgraça pouca é bobagem... tudo num dia só!

 

Teve uma vez que ele ficou feliz da vida pois viu que com o que tinha na despensa dava pra fazer um bolo básico. No meio do tempo de cozimento, acabou o gás. Ele ficou pensando nas mil e uma formas químicas, físicas ou sei lá o quê, de tentar retirar o açúcar gasto inutilmente na massa crua. Assim, teria com o que adoçar o café.

 

E quando a Tv pifou no dia da final de um campeonato de futebol? Ele conseguiu um técnico pra consertar fiado. O técnico saiu, veio o cara da Ampla cortar a luz por falta de pagamento. E sem desculpas, pois era a terceira visita...

 

Que foi? Claro que piorou! O time dele perdeu! E poderia ser pior? Tá bom... poderia... mas chega, né? Tadinho...

------------------------------

Texto publicado na 6a edição do LIVINROOOM

 

http://www.livinrooom.com/bedelho.html <<<----CLIQUE! E visite a 8a edição do Livinrooom, que entrou no ar hoje!!!! Tá uma belezura só! E, como propaganda é a alma do negócio, vejam minha nova bedelhice - Tenha Paciência, Mamãe!


Blog EntryMiss TPM - 002Nov 24, '06 10:02 PM
for everyone

TEMPO PRA MEDITAR

 

 

Esse, eu não tenho mais...

 

Ah, que saudade eu tenho do meu tempo de solteira...! Meu cantinho calminho, silencioso, onde eu tinha a liberdade e a PRIVACIDADE pra fazer meus rituais.  Tudo era paz e harmonia.

 

Hoje, 2 filhos, um gato preto e um cachorro com carinha de quero colo, mas com ímpetos de Conan-O Destruidor (sim, ele é um bárbaro!), é realmente impossível fazer qualquer ritual, acender qualquer vela e manter meu altar sagrado (quem dirá consagrado!).

 

Pra início de conversa, meu gato bebe a água do cálice. Tenho de enchê-lo todas as manhãs. E tardes, e noites... sempre que eu o encho, Zeus (o gato!) vai lá e bebe! “É água fresca, mamãe”, diz aqueles olhinhos brilhantes para mim. Vou brigar? Imagina! As ondinas vão entender! E quando não troco a água, o fofinho da mamãe fica lá... sentadinho esperando eu trocar a água. Ah! Ele quebrou o cálice. Foi durante um fuga do Conan. Na verdade, meu cãozinho é um Lhasa Apso - o cão sagrado do Tibet - e se chama Shubby. Mas nada em suas atitudes lembra um monge tibetano.

 

Perseguições aqui em casa acontecem todos os dias. É gato com cachorro, criança (minha filha de 8 anos) com gato, o Conam no meio, e o meu filho de 15 tocando contrabaixo. Pra minha paz e felicidade ele gosta de música metálica. É uma delícia! Principalmente em dia de rituais e meditações.

 

Lembro de uma tentativa em fazer um ritual lunar. Lá estava eu no meu quarto com velas, incensos, música celta, e a minha filha grita: “Mamãe, o Zeus fez cocô no sofá!”. Amigos, eu fiz um esforço incrível, e continuei lá no OOOOOOOOOOOOOOMMMMMMMMMM, porque meditação é coisa séria! E minha filhota linda completou: “E o Shubby tá comendo!”

 

De uma outra vez, eu tive a bendita idéia de forrar o altar, porque estava usando folhas e flores e tal. Pra ficar bonito. Trancada no quarto, claro! E cadê o fósforo? Amigos, numa saidinha rápida pra ir à cozinha buscar os fósforos, Conam invadiu barbaramente o meu canto sagrado e achou linda aquela pontinha de véu. Ao voltar da cozinha, incenso, vela, água, flores e folhas eram uma coisa só. E no meio da sala. Com ele em cima ferozmente traçando um ex-botão de rosa. Feliz e precisando de um banho. Eu ri! Juro, amigos, eu ri! Porque o Zeus, no alto da estante olhava pra mim com aquela carinha de culpado do Garfield, sabem? Pois é... aquela carinha de “Mamãe, não fui eu!”

 

Já me virei do avesso tentando encontrar um lugar seguro para acender uma velinha que seja. Mas o Zeus derruba todas.Tenho de manter meus incensários limpos, pois quando o Shubby-Conan corre atrás do Zeus, impressionantemente, o gatinho fofo da mamãe vai se refugiar onde? No altar! E derruba toda aquela cinza e o incensário pelo meu chão branquinho do quarto. Pra melhorar, o cãozinho-sagrado-do-Tibet mastiga ferozmente o incensário. É o quinto em 3 meses. Aliás, eu precisaria de dias pra escrever sobre tudo que o meu Conan do Tibet destrói. A última foi minha caixinha chinesa que guardava minhas bolas imantadas para relaxamento. Ela era de maneira. Agora é serragem.

 

 

Com licença, amigos, mas vou tirar um tempinho pra meditar. Uns 5 minutinhos se der. Até agora o meu cãozinho digitou centenas de letrinhas aqui nesse texto. É que ele queria água. E no meu senta e levanta pra tirar coisas da boca dele, o Zeus vinha e deitava na cadeira. Ele adora um quentinho. Ao tirar o Zeus da cadeira, o Dalai Lama do avesso barbaramente corre atrás dele e investe os caninos nas orelhas felinas e macias. É miaaaaaaaaaauuu, grrrrrrrrrrr, caim... Música pra meus ouvidos. OOOOOOOOOOOOMMMMMMMMMMMMMMMM...


Blog EntryMiss TPM - 001Nov 13, '06 9:51 AM
for everyone

Tendinite Pra Médico nenhum botar defeito

 

 

Err...Aham aham...(nervoooooooooooooooooooosooo...)

 

Olá!... Meu nome é Andréa, e a louca da minha (oh, god! agora eu tenho uma!) Editora-chefe me pediu pra escrever um “open edition” pra minha (oh, god god god, eu tenho uma!) coluna. Não sei se depois de eu contar para milhões de leitores (é, milhões, sou otimista!) que ela é louca, continuarei a escrever por aqui... Mas, convenhamos, nunca escrevi nada na minha vida! E ela me dá esse presente lindo: um lugar pra me expressar, pra escrever sobre meus sentimentos, minha vida, minhas loucuras, minhas bobagens (e a maioria será) e tudo que acontece durante minhas crises de TPM. É louquinha oliveira da silva essa minha (tô abusando mesmo!) Editora-chefe.

 

Minha Editora-chefe (aêêê... vou tirar onda com isso!) diz que quando eu desando a falar não paro mais e dou meus pitis com toda a classe do mundo. Deve ser por isso que ela me convidou pra vir aqui meter o meu bedelho. Além disso, ela também diz que eu sou um xuxu. Não um chuchu. É xuxu, da linguagem xuxuxês, sacaram? Significa, em língua de gente, que sou divertida e de vez em quando falo algo que preste, útil ou inútil, engraçado ou triste, chato ou emocionante. Um desabafo, ou apenas mais uma história pra contar. Mas que seja verdadeiro. Ou não.

 

Falando nisso, vocês já tiveram tendinite? Eu sempre tive. Esse mundo informatizado não me permite livrar-me dela. Mas nunca foi que nem na semana passada... uma TÃOdinite... Aliás, essa foi uma Tendinite Pra Médico nenhum botar defeito.

 

E lá fui eu pro médico pra cuidar da bichinha que estava me paralisando de tanta dor.  Entrei no consultório e dei de cara com um Dr. Gatão maravilhoso! Alto, moreno, gostoso, charmoso... Na hora me lembrei que não tinha feito as unhas dos pés e senti o chão se abrindo e me engolindo! Bem, alguém poderia perguntar: se eu estava ali pra ver uma tendinite no ombro, por que é que eu tinha que ter feito as unhas dos pés? Respondo: porque eu sou marcada, com ninguém a Lei de Murphy é tão contundente quanto comigo. Adivinha se eu não sinto uma dor no pé há anos e tinha programado de pedir ao médico pra examiná-la também? Ai, que vergoooooonha! Pra piorar, eu estava de ALL STAR e meinha velha, daquelas confortáveis e finas de tanto usar. Ai, meleca. Pelo menos chulé eu não tenho, mas quem disse que isso melhorava alguma coisa?

 

E lá fui eu tirar o tênis na maior rapidez e pá... “aqueles” pés... juro que me senti um hobbit e não segurei a careta quando o Dr. Gatão pegou, olhou, apertou e comentou : “Você tem de cuidar dessas varizes!” Ai, Senhor! Ele notou minhas azuizinhas... só falta me mandar ir à manicura também!

 

Bem, depois da inspeção nos pés do Frodo (ai, minha pobre auto-estima!), ele foi apalpar (com todo respeito!) o ombro dolorido, me deu aulas de postura e mandou na lata que eu não tinha musculatura nenhuma, e que por causa do meu sedentarismo eu sentia tanta dor. Pô, será que ele não tinha compaixão? Não bastava a humilhação de ter apresentado aquele pé para exame, o cara ainda vinha me esculachar dizendo que eu tava torta porque não levantava a bunda do sofá? Injustiça! Mesmo assim, me mandou fazer radiografia de tudo! Saí de lá uma bomba radiológica. Nada de tão sério, apenas falou que ia passar um antiinflamatório, mas que se eu não fizesse exercício, iria voltar ao consultório dentro de um mês! Ao ouvir isso, quase respondi que seria um enorme prazer! Ahahahah ...

 

A tendinite melhorou depois de tomar uma caixa de bomba estomacal. Tive de comprar duas, porque a primeira foi estraçalhada pelo meu cachorro. (Fala, pode falar, eu devo ter organizado uma caravana de putas pra levar pra santa ceia, só pode!). Ainda tenho digitado muito e a tendinite pode voltar. E aí, voltarei ao Dr. Gatão. Mas dessa vez irei “montada”! Manicura, pedicura, cabeleireiro, limpeza de pele... Talvez até um vestido vermelho. E ao tirar minha sandália de salto maravilhosa daquela loja chiquérrima (ALL STAR de novo, nem pensar!), o doutorzão, ao invés de notar minhas varizes e me mandar fazer exercícios, vai é pensar em pedir meu telefone...

------------------------------------

Andréa Paes - cronicando, quem diria!

 

Texto publicado na segunda edição da revista  www.livinrooom.com , na seção Bedelho - Miss TPM

 

 


© 2008 Multiply, Inc.    About · Blog · Terms · Privacy · Corp Info · Contact Us · Help