ANDRÉA PAES - FOTÓGRAFA

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Vou relatar a vocês uma noite de apagão em minha casa. O certo seria o Rod escrever, porque ele que passou isso com o Shubby e o Zeus. Eu estava trabalhando.

 

Antes tenho de informar que o Zeus está estressado demais da conta. Ficamos uma semana fora do Rio, e o deixamos na casa de minha mãe, um sítio, com mais 5 gatos/as e 3 cães poodle. Ele fugiu 2x. Abriu a janela do quarto onde o prenderam. Não me perguntem como. Minha mãe, e mais alguns amigos o procuraram durante umas 3h. Meu padrasto já tinha idéia do que fazer pra me acalmar. Disse à minha mãe:

 

- Pegamos o Garibaldo (um gato listrado deles), pintamos de preto e devolvemos pra Déia.

 

Mas Zeus apareceu. Miava que nem louco. Era seu primeiro dia na casa da vovó e já tinha história pra contar. Contou a noite inteira. E durante todos os 7 dias que ficou lá. Foi o que fez: MIOU MUITO! E fugiu também. E saiu na porrada com o Garibaldo, o chefe felino da casa. Eu ligava pra lá e minha mãe dava notícias:

 

- Zeus tá trancado no quarto. Zé (meu padrasto) já passeou com ele, vimos TV, demos comidinha, fígado... Mas ele continua miando demais! Na verdade é um grito! Todos os gatos e cachorros estão na porta esperando ele sair! (ahahahah... imaginei a cena!)

 

Bem... isso é só pra vocês saberem como o Zeus mudou seu comportamento. Nós o buscamos, e ele veio no carro sem cagar! Incrível! Será que ele venceu o medo de carro? Ou foi cansaço? Se bem que.., ele peidou bastante! E, acreditem! Fede do mesmo jeito.

 

Voltando ao tema, eu saí e Rod ficou com o Zeus e o Shubby. Por causa dos miados noturnos que aumentaram muito – hoje não é mais a frase “abre pra porra do gato” e sim, “vou matar esse gato” – o Rod ficou meio com medo do Zeus arranhá-lo. Ele acha que o Zeus tá com raiva dele. Afinal, larguei o Zeus pra ir com o Rod pra outras bandas...

 

E estava euzinha lá no evento, fotografando e tal... e meu celular vibrando que nem doido! Num intervalo de clicks, liguei:

 

- Que houve, Rod? Emergência?

- Não! É que faltou luz!

- Cacete! Falta luz e você me liga por quê?

- É que faltou luz em todo o bairro, tudo escuro, e não sei se vai dar pra te buscar...

- Agora num é hora...

 

Desliguei xingando por ter tido essa conversa totalmente sem senso! Mas... ao chegar... e cheguei de carona. Rod nem saiu de casa.

 

Conta ele que faltou luz. Apagão geral! O Rod estava deitado no sofá da sala. Nada de voltar a luz. A coisa demorou tanto que os vizinhos gritavam nas nas janelas, conversando sobre a abrangência da negritude:

 

_ Você viu, menina, até a linha amarela tá apagada!

_ Droga. Minha máquina parou no meio do enxágüe.

_ E a novela? Juvenal sobreviveu?

 

 Dois picos de luz. Havia uma festa de niver aqui perto. Foi um tal de “eeeeeeeehhhhhhhh” “aaaaaaaaahhhh” “uuuuuuuuuuuhhhhh” ...

E tudo preto. O Zeus é preto. Rod na sala. Nada de luz. Ele morrendo de vontade de fazer xixi. No corredor, pisa em algo macio e que mia!

 

_ Miaaaaaaaaaaaaaaaaaaaauuuuuuuuuoooooooooooouuuuuuuuuoooooooo!

_ Ai, merda!

 

(nota: Tadinho do Zeus. 100kg em cima dele! E nem se sabe onde foi o pisão!)

 

E quem disse que o Rod tentou transitar até o banheiro de novo? E o medo de levar unhada? Ah... não contei. Ele tá que nem camarão! Só de se mexer, dói! Imagine tomar unhada na queimadura? (ffffffffffssssss). E ficou o pobrezinho (do Rod) se espremendo até a luz voltar.

 

_ Ah, Mô... que isso... com medo do Zeus? Ele não vai te arranhar...

_ É porque você não ouviu ele miar. Eu ouvi um “piiiiiiisaaaaaaaa de noooovooooooooooo, FDP!”

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Escrevi esse texto logo depois do reveillón. Por isso os longos dias longe do meu pobre bichano... rs

Breve, notícias do cálice sagrado... hehe


LinkQUE CARA VC FARIA?Sep 3, '07 5:57 PM
for everyone
Link: http://www.glumbert.com/media/sizematter

É muito engraçada a reação das mulheres! :))))))))))

“Tenta sim. Vai ficar lindo.”

Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.

- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- ...é... é, isso.

Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.


Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.


O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.

Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta”. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.

- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.

Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu tuin peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.

- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.

- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Queria comprar o domínio preserveasbucetaspeludas.com.br. Queria tudo.
Menos namorar.

(sim, este é o texto original)
http://redatorasdemerda.blogspot.com/2007/05/torturas-modernas.html

Achei genial, e vale a visita, pois há outros textos fantásticos!

LinkRIO MAIS DO GATO OU DA VACA?May 11, '07 6:29 PM
for everyone
Link: http://ecerbero.multiply.com/reviews/item/227

ANIMAÇÃO EXIBIDA NO ANIMA MUNDI. MUITO MUITO MUITO MUITO ENGRAÇADA!
NÃO SEI SE RIO MAIS DO GATO OU DA VACA... E VCS?

ReviewReviewReviewReviewReview5 COISAS QUE [mais] ME IRRITAMJan 10, '07 5:07 PM
for everyone
Category:Other
O Zander - http://zander.multiply.com - me passou mais uma corrente, que ele odeia! Mas como é com muita merda que se aduba a vida, vamos adubar, né?

Vou fazer.

Top 5 - besteiras que mais me irritam

1. Gente burra.

2. Gente burra fazendo merda e deixando pra eu resolver.

3. Acordar com o barulho irritaaaaaaaaaaaaaanteeeee do cortador elétrico da prefeitura aparando a grama dos jardins da praia.

4. Quando prometem e não cumprem.

5. Largarem os calçados no meio da sala só pra eu tropeçar!

Como é de praxe, tenho de passar essa corrente amiga para cinco pessoas. Mas num to afim! ahahahah
Assim, quem quiser, que conte seu TOP 5 de coisas irritantes!

Beijo!



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