ANDRÉA PAES - FOTÓGRAFA

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Vou relatar a vocês uma noite de apagão em minha casa. O certo seria o Rod escrever, porque ele que passou isso com o Shubby e o Zeus. Eu estava trabalhando.

 

Antes tenho de informar que o Zeus está estressado demais da conta. Ficamos uma semana fora do Rio, e o deixamos na casa de minha mãe, um sítio, com mais 5 gatos/as e 3 cães poodle. Ele fugiu 2x. Abriu a janela do quarto onde o prenderam. Não me perguntem como. Minha mãe, e mais alguns amigos o procuraram durante umas 3h. Meu padrasto já tinha idéia do que fazer pra me acalmar. Disse à minha mãe:

 

- Pegamos o Garibaldo (um gato listrado deles), pintamos de preto e devolvemos pra Déia.

 

Mas Zeus apareceu. Miava que nem louco. Era seu primeiro dia na casa da vovó e já tinha história pra contar. Contou a noite inteira. E durante todos os 7 dias que ficou lá. Foi o que fez: MIOU MUITO! E fugiu também. E saiu na porrada com o Garibaldo, o chefe felino da casa. Eu ligava pra lá e minha mãe dava notícias:

 

- Zeus tá trancado no quarto. Zé (meu padrasto) já passeou com ele, vimos TV, demos comidinha, fígado... Mas ele continua miando demais! Na verdade é um grito! Todos os gatos e cachorros estão na porta esperando ele sair! (ahahahah... imaginei a cena!)

 

Bem... isso é só pra vocês saberem como o Zeus mudou seu comportamento. Nós o buscamos, e ele veio no carro sem cagar! Incrível! Será que ele venceu o medo de carro? Ou foi cansaço? Se bem que.., ele peidou bastante! E, acreditem! Fede do mesmo jeito.

 

Voltando ao tema, eu saí e Rod ficou com o Zeus e o Shubby. Por causa dos miados noturnos que aumentaram muito – hoje não é mais a frase “abre pra porra do gato” e sim, “vou matar esse gato” – o Rod ficou meio com medo do Zeus arranhá-lo. Ele acha que o Zeus tá com raiva dele. Afinal, larguei o Zeus pra ir com o Rod pra outras bandas...

 

E estava euzinha lá no evento, fotografando e tal... e meu celular vibrando que nem doido! Num intervalo de clicks, liguei:

 

- Que houve, Rod? Emergência?

- Não! É que faltou luz!

- Cacete! Falta luz e você me liga por quê?

- É que faltou luz em todo o bairro, tudo escuro, e não sei se vai dar pra te buscar...

- Agora num é hora...

 

Desliguei xingando por ter tido essa conversa totalmente sem senso! Mas... ao chegar... e cheguei de carona. Rod nem saiu de casa.

 

Conta ele que faltou luz. Apagão geral! O Rod estava deitado no sofá da sala. Nada de voltar a luz. A coisa demorou tanto que os vizinhos gritavam nas nas janelas, conversando sobre a abrangência da negritude:

 

_ Você viu, menina, até a linha amarela tá apagada!

_ Droga. Minha máquina parou no meio do enxágüe.

_ E a novela? Juvenal sobreviveu?

 

 Dois picos de luz. Havia uma festa de niver aqui perto. Foi um tal de “eeeeeeeehhhhhhhh” “aaaaaaaaahhhh” “uuuuuuuuuuuhhhhh” ...

E tudo preto. O Zeus é preto. Rod na sala. Nada de luz. Ele morrendo de vontade de fazer xixi. No corredor, pisa em algo macio e que mia!

 

_ Miaaaaaaaaaaaaaaaaaaaauuuuuuuuuoooooooooooouuuuuuuuuoooooooo!

_ Ai, merda!

 

(nota: Tadinho do Zeus. 100kg em cima dele! E nem se sabe onde foi o pisão!)

 

E quem disse que o Rod tentou transitar até o banheiro de novo? E o medo de levar unhada? Ah... não contei. Ele tá que nem camarão! Só de se mexer, dói! Imagine tomar unhada na queimadura? (ffffffffffssssss). E ficou o pobrezinho (do Rod) se espremendo até a luz voltar.

 

_ Ah, Mô... que isso... com medo do Zeus? Ele não vai te arranhar...

_ É porque você não ouviu ele miar. Eu ouvi um “piiiiiiisaaaaaaaa de noooovooooooooooo, FDP!”

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Escrevi esse texto logo depois do reveillón. Por isso os longos dias longe do meu pobre bichano... rs

Breve, notícias do cálice sagrado... hehe


“Tenta sim. Vai ficar lindo.”

Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.

- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- ...é... é, isso.

Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.


Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.


O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.

Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta”. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.

- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.

Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu tuin peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.

- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.

- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Queria comprar o domínio preserveasbucetaspeludas.com.br. Queria tudo.
Menos namorar.

(sim, este é o texto original)
http://redatorasdemerda.blogspot.com/2007/05/torturas-modernas.html

Achei genial, e vale a visita, pois há outros textos fantásticos!

Blog EntryMISS TPM - 005Jan 25, '07 10:47 AM
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TUDO PRESENTE MIXURUCA

 

 

E  lá vem mais um natal! Como não sou católica, a data me remete a outras histórias e formas de comemoração. Até porque a data festiva é de origem pagã. Mas não vou entrar nesse assunto agora, pois aqui não é lista de discussão... J

 

Pra entrar em harmonia com o mundo, vou aderir ao costume social, democrático e capitalista atual: minha lista de presentes!  Tudo presente mixuruca. Mas são coisas perecíveis por... se bobear... hum... Duram 1 semana:

 

- um par de chinelos – o meu cãozinho do Tibet comeu todos os que eu tinha!

 

- um jogo de cama de casal – entre xixizadas caninas e lavadas brastemp, um dia deu uma ventania e levou tudo do varal! Sério! É aquele dia de Murphy, que sempre pode ser pior, né? Acho que fiz um morador de rua feliz! (e ele nem vai reparar no algodão egípcio...)

 

- um par de sandálias de couro – nessa, quase mandei o cãozinho de volta pro Tibet. A sandalinha linda, novinha e o pestinha mastigou as tirinhas em segundos. O Rod que me consolou... Ah... o Rod sabe consolar...

 

- Canetas! Não tenho conta de quantas foram transformadas em pó. Não preciso apontar o culpado, né?

 

- Caixas de papelão – essa é pro Zeus. Vou fazer um estoque. Ele adora dormir e brincar em caixas de papelão. Mas o Shubby acha que é banheiro... tadinho...

 

- alguns pares de meias soquetes – alguém sabe dizer onde os cães enfiam nossas meias? Agora só tenho pés esquerdos! Ou direitos?

 

- tapetes de banheiro – esse é vítima da quadrilha: crianças e Rod ensopam, Zeus desfia e o Conam termina o serviço dando uma regada e adubada em cima!

 

Viram? Tudo facinho facinho de encontrar. Nada de bater perna nem cansar os pezinhos em shoppings lotados de gente barulhenta e papais noéis suados e fedorentos naquelas roupas de inverno em pleno verão tropical. Falando em papai noel, existem as famosas fotos com ele nos shoppings, né? (risos)O meu filho, o Rick, tinha 3 anos e o pai e a avó insistiram! Vocês têm de ver a foto! (gargalhadas) O Rick sempre foi sincero e não queria fotografar. Ele gritava: “Tá fedendo! Tá fedendo!” (e eu rolando de rir e vermelha de vergonha)

 

Então, pra quem curte, um bom e feliz Natal. E, do fundo do meu coração, eu acho que o que é importante mesmo, é que vocês estejam junto de suas famílias,  amigos e que estejam todos saudáveis e felizes.

 

Que consigam montar sua árvore de Natal em paz! Porque aqui em casa, em prol de minha caçula, eu bem que tentei! Acho que vou contiuar tentando. Só assim, perco uns 5 kilinhos de tanto correr atrás das bolinhas douradas que meus filhotes derrubam da árvore. Ainda não consegui desenrolar o... - sei lá  nome daquela corrente verde espetadinha de enroscar na árvore –  troço verde dos pêlos do Shubby. Ele corre pela casa todo verdinho e espetado e o Zeus atrás... é lindo! Principalmente quando as luzinhas piscantes insistem em seguí-los. Até a árvore de 1 metro de altura resolveu ir atrás. A Pâmela cai na gargalhada e grita: “MONTA DE NOVO, MÃE!”.

 

OS: se minha editora permitir, preciso de ajuda: Algum veterinário de plantão? Acho que meu cachorro engoliu um papai noel! É que acabei de achar o trenó vazio.

 

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Texto publicado na 10a edição do LIVINROOOM

 

http://www.livinrooom.com

 

Foto by me. É durante a ceia de natal na casa do Rod. Vejam o Shubby esperando ser servido. Isso que é cão educado do Tibet! Nem parece o Conan Destruidor! :))


Blog EntryMISS TPM - 004Dec 12, '06 12:46 PM
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TENHA PACIÊNCIA, MAMÃE!

 

Tem tanta pedra no meu feijão, que dá pra construir um castelo!

 

Vocês mulheres já pediram ao seu namorado/marido/namorido pra fazer algo que precisavam fazer mas não dava pra se dividir em 3 ou 4? Tipo... ir ao supermercado!? Pois é... Pedi ao meu namorido pra comprar umas coisinhas enquanto eu arrumava nosso lar doce lar. O resultado é a primeira frase deste que vos escrevo!  Ah.... mas foi tão fofo o meu amor indo ao supermercado, quando na verdade ele ODEIA fazer isso! É... e o sabão em pó? Ele lá sabia que existe caixa de ½ kg e 1kg? Trouxe o ½ kg, óbvio!

 

Teve um dia que pedi pra ele pegar uma tupperware (nunca sei como escreve essa coisa) na geladeira, e ele:

- oque??

- tapauérrrrrrrr (a gente fala assim, né?)

- cumékié?

- amor, essa vasilhinha de tampa vermelha, na segunda prateleira.

- ah! Isso??? Po... isso pra mim tem outro nome... vcs mulheres complicam!

- que nome?

- ué... POTINHO!

 

Ou seja, até nome pras coisas a gente tem de mudar pra eles poderem entender!

 

(Pausa... alguém ta precisando de pedrinhas pra jogar Bingo? É só falar comigo, ok? Acho que vou pegar mais feijão...)

 

O amor de a minha vida adooooooooora cozinhar! E odeia lavar a louça. Eu amo a comida que ele faz! Ele cozinha maravilhosamente bem! E eu odeio lavar a louça... e as paredes, e a pia, e o fogão, e o gato, e o cachorro, e o piso, e a roupa que estava lavada no varal,  que ele consegue deixar sujos e cheirando a comida depois de um belo almoço! Assim, fico na dúvida eterna se deixo ele cozinhar, ou peço uma pizza!

 

Vocês acham que estou exagerando? Ele destruiu meu coadorzinho de plástico usado pra coar polpa de fruta! Ele meteu o pobrezinho dento do óleo fervente pra colher uns restinhos do empanado que estavam boiando! Podem me dizer pra que ele precisa de 3 panelas pra fazer um simples risoto? Cada vez que ele vai virar o bife, ele pega um garfo novo. São 4 pratos sujos depois de uma bifarada!

 

Um belo sábado e lá fui eu fotografar durante o dia – ossos do ofício. Ele ficou com as crianças. Alo-ou! Vocês leram bem? O meu lindão com 2 crianças, mais o Conan do Tibet e o Zeus! (pausa... pra vcs entenderem o que isso significa)

 

 É, minha gente... Quando cheguei, o Zeus me olhou com aquela cara: “Não fui eu!”

 

Fechei os olhos.

 

Abri.

 

É... é melhor deixar fechados. E assim fui pro quarto, tomei banho e fui encarar o efeito do furação...!

 

OW MYYYY GOOOOOOOD! (quando digo isso é pq a coisa é feia mesmo!) Mas a exclamação que usei não foi essa e é impublicável. Amigos... fui ao inferno e voltei! Não! Não voltei! Estou no inferno!!! Não havia um único espaço vazio na pia da cozinha. E olha que ela tem 2,5 metros!!!! Tinha louça ali que não via desde 3 Reveillóns atrás!

 

O Zeus me olhando: “Mãe, só quero água no cálice... só isso!”

E a cara do Shubbynho, genteeeeeeee??? Ele tava que nem pinto no lixo!!!! “Aí, mãe, fiz a festa... auauauau!!”

 

Depois da conferida no barraco (é, parecia um desses de favela, abandonado), com muitas exclamações impublicáveis, fui dormir. Deixei a faxina pro dia seguinte sim, porque eu não mereço isso às 10 da noite. Mas tenho que contar pra vocês que após faxinar tudo, e meu amorzinho ajudou, um casal de amigos veio almoçar conosco. Adivinhem?? Risoto de camarão e belos filés de cação! O bom é que amigo que é amigo bota a mão na massa, né? Porque 2 faxinas no mesmo dia e eu me internaria! Ainda mais com cheiro de frutos do mar pela casa toda...

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Texto publicado na 8a edição do LIVINROOOM

 

http://www.livinrooom.com <<<----CLIQUE! E visite a 9a edição do Livinrooom, que entrou no ar hoje!!!!

 

Foto by me. É o Rod... com aquela expressão hilária de sempre! ahahahaha

 


Blog EntryMISS TPM - 003Dec 5, '06 7:17 PM
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Tudo Pode piorar... Mesmo!!!!

 

 

Já ouviu falar sobre a Lei de Murph?  Quando tudo está ruim, acredite: pode piorar sim! Mas não se preocupe. Não há mal que perdure e nem bem que dure para sempre. No máximo, tome um calmante. Amanhã estará tudo igual, mas pelo menos, você dormiu um pouco, e estará calminho, calminho...

 

Há também o jeitinho brasileiro de encarar as marés ruins da vida . Rindo delas. Fazendo piada de tudo de ruim que nos acontece.

 

Um amigo meu vive pedindo dinheiro emprestado, porque uma aposentadoria de 500 reais... num dá, né? E foi um amigo dele depositar umas 50 pratas. O banco comeu 6 reais em taxas. Sem poder sacar 44 reais, ficou ele com 40. E passa-se a semana.  Ele me conta rindo, e muito, como foi essa fatídica semana. Esse cara é um exemplo de que podemos sobreviver a qualquer coisa.

 

Chegou o dia do último ovo. Ele não compra em dúzia, compra em unidade. E tá lá o pedacinho de caldo de carne(só caldo, carne de verdade é luxo!) com as últimas batatinhas ensopadinhas e ele foi quebrar o ovo dentro do ensopadinho pra fazer “pochê”. Adivinha? Ovo podre! Nada de ovo nem ensopadinho.

 

Certo. Ele não se rendeu. Riu da desgraça e foi matar a fome de outro jeito. Pegou um resto de pão duro e foi fazer umas torradas. Mas ele estava tão no automático(a fome é negra!), que besuntou o pão e a fôrma de manteiga, guardou o pão na geladeira e levou o pote de manteiga no forno!!!! E foi lavar roupa (no tanque, claro!). Quando foi ver, o forno estava em chamas. Ele gastou os últimos 3 rolos de papel higiênico pra enxugar toda a manteiga espalhada no fogão. É... desgraça pouca é bobagem... tudo num dia só!

 

Teve uma vez que ele ficou feliz da vida pois viu que com o que tinha na despensa dava pra fazer um bolo básico. No meio do tempo de cozimento, acabou o gás. Ele ficou pensando nas mil e uma formas químicas, físicas ou sei lá o quê, de tentar retirar o açúcar gasto inutilmente na massa crua. Assim, teria com o que adoçar o café.

 

E quando a Tv pifou no dia da final de um campeonato de futebol? Ele conseguiu um técnico pra consertar fiado. O técnico saiu, veio o cara da Ampla cortar a luz por falta de pagamento. E sem desculpas, pois era a terceira visita...

 

Que foi? Claro que piorou! O time dele perdeu! E poderia ser pior? Tá bom... poderia... mas chega, né? Tadinho...

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Texto publicado na 6a edição do LIVINROOOM

 

http://www.livinrooom.com/bedelho.html <<<----CLIQUE! E visite a 8a edição do Livinrooom, que entrou no ar hoje!!!! Tá uma belezura só! E, como propaganda é a alma do negócio, vejam minha nova bedelhice - Tenha Paciência, Mamãe!


Blog EntryMiss TPM - 002Nov 24, '06 10:02 PM
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TEMPO PRA MEDITAR

 

 

Esse, eu não tenho mais...

 

Ah, que saudade eu tenho do meu tempo de solteira...! Meu cantinho calminho, silencioso, onde eu tinha a liberdade e a PRIVACIDADE pra fazer meus rituais.  Tudo era paz e harmonia.

 

Hoje, 2 filhos, um gato preto e um cachorro com carinha de quero colo, mas com ímpetos de Conan-O Destruidor (sim, ele é um bárbaro!), é realmente impossível fazer qualquer ritual, acender qualquer vela e manter meu altar sagrado (quem dirá consagrado!).

 

Pra início de conversa, meu gato bebe a água do cálice. Tenho de enchê-lo todas as manhãs. E tardes, e noites... sempre que eu o encho, Zeus (o gato!) vai lá e bebe! “É água fresca, mamãe”, diz aqueles olhinhos brilhantes para mim. Vou brigar? Imagina! As ondinas vão entender! E quando não troco a água, o fofinho da mamãe fica lá... sentadinho esperando eu trocar a água. Ah! Ele quebrou o cálice. Foi durante um fuga do Conan. Na verdade, meu cãozinho é um Lhasa Apso - o cão sagrado do Tibet - e se chama Shubby. Mas nada em suas atitudes lembra um monge tibetano.

 

Perseguições aqui em casa acontecem todos os dias. É gato com cachorro, criança (minha filha de 8 anos) com gato, o Conam no meio, e o meu filho de 15 tocando contrabaixo. Pra minha paz e felicidade ele gosta de música metálica. É uma delícia! Principalmente em dia de rituais e meditações.

 

Lembro de uma tentativa em fazer um ritual lunar. Lá estava eu no meu quarto com velas, incensos, música celta, e a minha filha grita: “Mamãe, o Zeus fez cocô no sofá!”. Amigos, eu fiz um esforço incrível, e continuei lá no OOOOOOOOOOOOOOMMMMMMMMMM, porque meditação é coisa séria! E minha filhota linda completou: “E o Shubby tá comendo!”

 

De uma outra vez, eu tive a bendita idéia de forrar o altar, porque estava usando folhas e flores e tal. Pra ficar bonito. Trancada no quarto, claro! E cadê o fósforo? Amigos, numa saidinha rápida pra ir à cozinha buscar os fósforos, Conam invadiu barbaramente o meu canto sagrado e achou linda aquela pontinha de véu. Ao voltar da cozinha, incenso, vela, água, flores e folhas eram uma coisa só. E no meio da sala. Com ele em cima ferozmente traçando um ex-botão de rosa. Feliz e precisando de um banho. Eu ri! Juro, amigos, eu ri! Porque o Zeus, no alto da estante olhava pra mim com aquela carinha de culpado do Garfield, sabem? Pois é... aquela carinha de “Mamãe, não fui eu!”

 

Já me virei do avesso tentando encontrar um lugar seguro para acender uma velinha que seja. Mas o Zeus derruba todas.Tenho de manter meus incensários limpos, pois quando o Shubby-Conan corre atrás do Zeus, impressionantemente, o gatinho fofo da mamãe vai se refugiar onde? No altar! E derruba toda aquela cinza e o incensário pelo meu chão branquinho do quarto. Pra melhorar, o cãozinho-sagrado-do-Tibet mastiga ferozmente o incensário. É o quinto em 3 meses. Aliás, eu precisaria de dias pra escrever sobre tudo que o meu Conan do Tibet destrói. A última foi minha caixinha chinesa que guardava minhas bolas imantadas para relaxamento. Ela era de maneira. Agora é serragem.

 

 

Com licença, amigos, mas vou tirar um tempinho pra meditar. Uns 5 minutinhos se der. Até agora o meu cãozinho digitou centenas de letrinhas aqui nesse texto. É que ele queria água. E no meu senta e levanta pra tirar coisas da boca dele, o Zeus vinha e deitava na cadeira. Ele adora um quentinho. Ao tirar o Zeus da cadeira, o Dalai Lama do avesso barbaramente corre atrás dele e investe os caninos nas orelhas felinas e macias. É miaaaaaaaaaauuu, grrrrrrrrrrr, caim... Música pra meus ouvidos. OOOOOOOOOOOOMMMMMMMMMMMMMMMM...


Blog EntryMiss TPM - 001Nov 13, '06 9:51 AM
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Tendinite Pra Médico nenhum botar defeito

 

 

Err...Aham aham...(nervoooooooooooooooooooosooo...)

 

Olá!... Meu nome é Andréa, e a louca da minha (oh, god! agora eu tenho uma!) Editora-chefe me pediu pra escrever um “open edition” pra minha (oh, god god god, eu tenho uma!) coluna. Não sei se depois de eu contar para milhões de leitores (é, milhões, sou otimista!) que ela é louca, continuarei a escrever por aqui... Mas, convenhamos, nunca escrevi nada na minha vida! E ela me dá esse presente lindo: um lugar pra me expressar, pra escrever sobre meus sentimentos, minha vida, minhas loucuras, minhas bobagens (e a maioria será) e tudo que acontece durante minhas crises de TPM. É louquinha oliveira da silva essa minha (tô abusando mesmo!) Editora-chefe.

 

Minha Editora-chefe (aêêê... vou tirar onda com isso!) diz que quando eu desando a falar não paro mais e dou meus pitis com toda a classe do mundo. Deve ser por isso que ela me convidou pra vir aqui meter o meu bedelho. Além disso, ela também diz que eu sou um xuxu. Não um chuchu. É xuxu, da linguagem xuxuxês, sacaram? Significa, em língua de gente, que sou divertida e de vez em quando falo algo que preste, útil ou inútil, engraçado ou triste, chato ou emocionante. Um desabafo, ou apenas mais uma história pra contar. Mas que seja verdadeiro. Ou não.

 

Falando nisso, vocês já tiveram tendinite? Eu sempre tive. Esse mundo informatizado não me permite livrar-me dela. Mas nunca foi que nem na semana passada... uma TÃOdinite... Aliás, essa foi uma Tendinite Pra Médico nenhum botar defeito.

 

E lá fui eu pro médico pra cuidar da bichinha que estava me paralisando de tanta dor.  Entrei no consultório e dei de cara com um Dr. Gatão maravilhoso! Alto, moreno, gostoso, charmoso... Na hora me lembrei que não tinha feito as unhas dos pés e senti o chão se abrindo e me engolindo! Bem, alguém poderia perguntar: se eu estava ali pra ver uma tendinite no ombro, por que é que eu tinha que ter feito as unhas dos pés? Respondo: porque eu sou marcada, com ninguém a Lei de Murphy é tão contundente quanto comigo. Adivinha se eu não sinto uma dor no pé há anos e tinha programado de pedir ao médico pra examiná-la também? Ai, que vergoooooonha! Pra piorar, eu estava de ALL STAR e meinha velha, daquelas confortáveis e finas de tanto usar. Ai, meleca. Pelo menos chulé eu não tenho, mas quem disse que isso melhorava alguma coisa?

 

E lá fui eu tirar o tênis na maior rapidez e pá... “aqueles” pés... juro que me senti um hobbit e não segurei a careta quando o Dr. Gatão pegou, olhou, apertou e comentou : “Você tem de cuidar dessas varizes!” Ai, Senhor! Ele notou minhas azuizinhas... só falta me mandar ir à manicura também!

 

Bem, depois da inspeção nos pés do Frodo (ai, minha pobre auto-estima!), ele foi apalpar (com todo respeito!) o ombro dolorido, me deu aulas de postura e mandou na lata que eu não tinha musculatura nenhuma, e que por causa do meu sedentarismo eu sentia tanta dor. Pô, será que ele não tinha compaixão? Não bastava a humilhação de ter apresentado aquele pé para exame, o cara ainda vinha me esculachar dizendo que eu tava torta porque não levantava a bunda do sofá? Injustiça! Mesmo assim, me mandou fazer radiografia de tudo! Saí de lá uma bomba radiológica. Nada de tão sério, apenas falou que ia passar um antiinflamatório, mas que se eu não fizesse exercício, iria voltar ao consultório dentro de um mês! Ao ouvir isso, quase respondi que seria um enorme prazer! Ahahahah ...

 

A tendinite melhorou depois de tomar uma caixa de bomba estomacal. Tive de comprar duas, porque a primeira foi estraçalhada pelo meu cachorro. (Fala, pode falar, eu devo ter organizado uma caravana de putas pra levar pra santa ceia, só pode!). Ainda tenho digitado muito e a tendinite pode voltar. E aí, voltarei ao Dr. Gatão. Mas dessa vez irei “montada”! Manicura, pedicura, cabeleireiro, limpeza de pele... Talvez até um vestido vermelho. E ao tirar minha sandália de salto maravilhosa daquela loja chiquérrima (ALL STAR de novo, nem pensar!), o doutorzão, ao invés de notar minhas varizes e me mandar fazer exercícios, vai é pensar em pedir meu telefone...

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Andréa Paes - cronicando, quem diria!

 

Texto publicado na segunda edição da revista  www.livinrooom.com , na seção Bedelho - Miss TPM

 

 


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